3 jan · admin · Nenhum Comentário

O GRANA PADANO

Diz-se que os monges de Chiaravalle, os primeiros produtores, chamavam de caseus vetus, queijo velho. A população, no entanto, avessa a língua latina, deu-lhe um nome derivado da particularidade de sua textura compacta e granulada.

Desde então passou a ser chamado de lodigiano, piacentino, milanese, parmigiano e mantovano, até Grana Padano DOP, nome oficial e único que é permitido chamá-lo hoje. Passaram-se 900 anos, mas o protagonista de muitas mesas italianas nunca pareceu tão alegre.

Em ocasião da Expo2015, o Consórcio para a Proteção do Grana Padano pensou em fazer algo em grande estilo, criando uma fábrica de queijo real dentro do Cascina Triulza, o MI2015, com capacidade para produzir duas formas do queijo por dia, que serão vendidas em leilão para financiar o Hospital Infantil do Haiti.

 

 

O consórcio nasceu 1954 e não tem fins lucrativos, pois a única finalidade é aquela de promover e proteger o Grana Padano e a sua denominação (a concessão do DOP é 1996 – Denominação de Origem Protegida); não faz publicidade de uma marca, mas uma marca de referência característica de um produto DOP: em essência, o Consórcio promove a agricultura italiana e quem nela trabalha (entre fábricas de laticínios, maturação, embaladores, empresas que fornecem o leite e que chega a empregar 40.000 pessoas e mais de 4.500 empresas).

O Grana Padano também é a estrela de uma dieta, um ramo do Programa de Educação Nutricional Grana Padano, como alimento saudável e concentrado de nutrientes do leite: para um quilo de queijo são necessários bem 15 litros de leite cru, proveniente exclusivamente da região de produção; as gorduras são poucos e colesterol é em nível mais que aceitável para uma alimentação equilibrada; cálcio em abundância, proteínas, minerais e vitaminas fazem destes os ingredientes perfeitos de uma dieta saudável.

 

E então, como se faz o Grana Padano?

Tivemos a sorte de assistir a confecção de uma forma, na Expo, e o processo requer poucos ingredientes, algumas ferramentas especificas “da profissão”, uma grande caldeira de cobre invertida como se fosse um sino, tempo e paixão (o ingrediente dos ingredientes).

No leite colocado na caldeira é adicionado soro de leite natural e então levado a uma temperatura de cerca de 33°. Neste ponto, se adiciona o coalho de vitelo para a coagulação: quando a coalhada está pronta, é quebrado com uma escumadeira, um bastão com na ponta uma esfera de metal com espinhos muito afiados na parte interna e posteriormente, cozinhado até 53-56°. Agora, a massa de queijo é deposita na parte inferior da caldeira e fica em repouso até um máximo de 70 minutos, para endurecer.

Por último, os fabricantes de queijo levantam com um bastão e uma pano de linho e colocam no molde, onde ficará comprimido por 12 horas; em seguida, entre o molde e o queijo será colocado uma marcação como um selo gravado com o número de série da fábrica de leite, a província de procedência, o mês e o ano de fabricação e a típica marca pontilhada com o nome Grana Padano. O queijo está pronto, nos primeiros 14 dias será salgado e seco e poderá iniciar então a maturação que vai de 9 a 20 meses: no nono mês será “testado” com martelo, agulha e sonda para depois receber a marca a fogo, sem o qual não poderá ser comercializado como Grana Padano DOP.

 

Saudável, nutritivo e ótimo para uma dieta equilibrada, leiloado com fins beneficente, fonte de emprego e renda para muitas famílias, não nos esqueçamos de algo importante: ralado, em lascas ou raspado o Grana Padano é delicioso minha gente!

 

Tradução: Sinéia Jeanne Zanisi

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

VOU PARA ITALIA

A NOSSA MISSÃO

Oferecer aos nossos clientes soluções alternativas que venham a superar ás expectativas e as necessidades, estabelecendo uma sólida relação profissional e de amizade, baseada na confiança e no compromisso.

NEWSLETTER

© Copyright 2017 vouparaitalia.com Todos os direitos reservados