12 jan · admin · Nenhum Comentário

A CÚPULA DO BRUELLESCHI

Como nasceu a Cúpula de Brunelleschi

História estranha esta da cúpula, extraordinária da ponta à base. Mas, acima de tudo, é a história do seu genial construtor.

Missão: dar inveja ao mundo

“Estrutura assim grande, que sobe até o céu. Ampla ao ponto de cobrir, com sua sombra, todos os toscanos.”

Assim descreveu Leon Battista Alberti no De Pictura, e esta era a intenção.
Depois que os rivais pisanos haviam projetado a sua Praça dos Milagres, na verdade, não houve paz para os florentinos até que eles iniciassem algo igualmente grandioso, algo destinado a se tornar uma maravilha do mundo.
O mais famoso arquiteto da época, Arnolfo di Cambio, que projetou a majestosa catedral, partiu da fachada sem nunca explicar como ele planejava levantar a gigantesca cúpula que havia colocado no papel.
Assim, quando a catedral foi terminada ainda não havia vestígio da cúpula sobre o altar e os arquitetos que sucederam tentaram de todas as formas adiar o detalhe “insignificante”.
Foi, portanto, lançado um concurso para selecionar o arquiteto que seria o responsável pelo tão onerosa tarefa.

 

E o vencedor foi: Filippo Brunelleschi

E não faltaram participantes, que também foram numerosos, como contou Vasari, com as ideias mais bizarras.
Por exemplo, um que para poupar dinheiro em onerosos andaimes de madeira propôs encher o molde tambor de terra, adicionando gradualmente conforme levantassem a cúpula. A conclusão engenhosa deste homem resolveu também o problema de como fazer a limpeza final, presumindo a original ideia de colocar moedas no meio dessa terra, o que certamente faria com que não faltasse voluntários para esvaziar a catedral.
Mas, mexericos a parte, como acredito que seja notório aos sampietrini do centro, o vencedor foi o nosso querido Filippo Brunelleschi, que nunca havia estudado arquitetura, mas que era ourives e relojoeiro, e dizia ser capaz de erguer a maior cúpula do mundo sem andaimes de apoio.

Brunelleschi foi escolhido contra o ceticismo de muitos que o viam como rude e analfabeto, tanto que colocaram para auxiliá-lo, inicialmente, Ghiberti, que não durou muito tempo por conta do desentendimentos entre os dois e significativos atrasos na construção. Homens de pouca fé se poderia dizer, uma vez que Filippo criou uma obra que atribuiu a Florença e a sua Catedral um recorde que permanece insuperável com seus 114 metros de altura.
Mostrando grande coragem, ele se inspirou nos romanos no entrelaçamento dos tijolos em espinha de peixe de modo que não caíssem durante a alvenaria, apesar da inclinação, e usou muitas outras técnicas de tecnologia avançada dos quais nunca deixou explicação.

 

 

Ele não sabia o quanto de fio para torcer daria aos estudiosos que ainda estão tentando compreender plenamente os métodos que Brunelleschi utilizou para este projeto, exemplo único do engenho humano. O sistema de construção e todas as fases da composição permanecem, de fato, um segredo para sempre.
O projeto inicialmente revolucionário, em seguida se transformou na cúpula de Santa Maria del Fiore, ou de Brunelleschi como gostamos de chamá-lo. Uma obra arquitetônica tão ousada e complexa que faz pálida qualquer outra construção do Renascimento.

 

 

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